Economia
BCE deve optar hoje por manter de novo as taxas diretoras
O Banco Central Europeu (BCE) deve decidir hoje manter as taxas diretoras e esperar para analisar o caráter duradouro ou não do aumento da inflação associado à guerra no Médio Oriente.
A presidente da instituição monetária, Christine Lagarde, insistiu na passada segunda-feira na natureza instável do conflito, entre guerra, cessar-fogo e negociações, que dificulta qualquer antecipação sobre a duração do choque e respetivos efeitos na economia.
Essa incerteza "advoga a favor da recolha de informações adicionais" antes de rever o rumo da política monetária, sublinhou Lagarde.
A inflação homóloga média nos 21 países da zona euro já subiu para 2,6% em março, acima do objetivo de 2% do banco central, e o número de abril será divulgado hoje, durante a reunião do BCE.
Depois de considerar um aumento das taxas em abril, os mercados agora estimam que o BCE esperará até junho para agir.
As últimas declarações de responsáveis do BCE indicam que a paciência continua a ser a melhor resposta.
De qualquer forma, aumentar as taxas pesaria sobre a atividade da zona euro, já pouco dinâmica.
O desenrolar da situação dependerá amplamente da capacidade do Irão e dos Estados Unidos chegarem a um acordo duradouro que garanta a segurança dos fluxos no estreito de Ormuz - um fator sobre o qual o BCE não tem controlo.
A principal taxa de juro diretora está nos 2% desde junho de 2025.
Essa incerteza "advoga a favor da recolha de informações adicionais" antes de rever o rumo da política monetária, sublinhou Lagarde.
A inflação homóloga média nos 21 países da zona euro já subiu para 2,6% em março, acima do objetivo de 2% do banco central, e o número de abril será divulgado hoje, durante a reunião do BCE.
Depois de considerar um aumento das taxas em abril, os mercados agora estimam que o BCE esperará até junho para agir.
As últimas declarações de responsáveis do BCE indicam que a paciência continua a ser a melhor resposta.
De qualquer forma, aumentar as taxas pesaria sobre a atividade da zona euro, já pouco dinâmica.
O desenrolar da situação dependerá amplamente da capacidade do Irão e dos Estados Unidos chegarem a um acordo duradouro que garanta a segurança dos fluxos no estreito de Ormuz - um fator sobre o qual o BCE não tem controlo.
A principal taxa de juro diretora está nos 2% desde junho de 2025.